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Seminário em Florianópolis debate o futuro da engenharia e inovação industrial

A capital catarinense, Florianópolis, tornou-se o epicentro das discussões sobre o futuro da engenharia no Brasil nesta quinta-feira, 5 de setembro. O auditório Milton Fett, localizado na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), recebeu o Seminário ANE 2026, um evento organizado pela Academia Nacional de Engenharia (ANE) que conecta o poder público, pesquisadores e líderes empresariais.

Foco em tecnologia e competitividade econômica

O governo estadual marcou presença por meio do secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Leodegar Tiscoski, que representou o governador Jorginho Mello. O objetivo central do seminário é alinhar o ensino de engenharia às rápidas transformações tecnológicas que impactam diretamente a economia nacional. Entre os tópicos em debate, destacam-se a implementação de inteligência artificial e robótica nas linhas de produção, a soberania tecnológica nacional, o manejo de terras raras, a segurança na matriz elétrica e avanços na agroindústria e biofertilizantes.

Desafios na formação de profissionais

Um dos pontos mais críticos abordados durante o encontro diz respeito à qualificação da força de trabalho. Embora Santa Catarina forme cerca de 9 mil profissionais anualmente em cursos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, o estado ainda enfrenta um abismo entre oferta e demanda. Estima-se que, até 2027, o setor de tecnologia catarinense exija o preenchimento de 100 mil novas vagas de trabalho.

Sobre essa disparidade, o secretário Leodegar Tiscoski afirmou: “Discutir o futuro da engenharia é discutir o futuro do desenvolvimento econômico do Brasil. Precisamos aproximar cada vez mais o conhecimento, a inovação e a formação profissional das necessidades do setor produtivo”.

Inclusão e metas para o futuro

Além da atualização curricular, o seminário foca na diversidade e na permanência acadêmica. O evento busca estratégias eficazes para aumentar a participação feminina nas áreas de engenharia e reduzir a evasão escolar, garantindo que o estudante chegue ao mercado com o perfil exigido pela era da inteligência artificial. Por que isso importa ao leitor? A qualidade da mão de obra técnica é o principal motor de competitividade para qualquer estado. O fortalecimento dessas carreiras impacta diretamente na criação de empregos qualificados e no aumento da renda média dos trabalhadores brasileiros.

O evento segue com programação até esta sexta-feira, 6, quando a ANE consolidará os debates em um documento contendo propostas concretas para o fomento à formação de novos engenheiros. A ANE, instituição responsável, atua desde 1991 como um órgão independente de aconselhamento estratégico para o desenvolvimento tecnológico do país.

Com informações de Governo de Santa Catarina.