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Lançamento de livro resgata a memória histórica da Morada dos Baís neste sábado

A história de um dos prédios mais emblemáticos de Campo Grande (MS), a Morada dos Baís, passa a contar com um registro oficial e inédito. Neste sábado (7), às 10h, será realizado o lançamento da obra “Morada dos Baís: a história do casarão que virou pensão e se tornou morada”. O evento ocorre no próprio edifício histórico e é aberto ao público, com entrada franca.

Programação e distribuição de exemplares

O evento de lançamento contará com uma série de atividades voltadas ao público interessado em história e patrimônio cultural. Estão programadas a apresentação da obra pelas organizadoras, uma sessão de autógrafos e um café de confraternização. Além disso, os presentes poderão realizar uma visita guiada ao museu instalado no local.

Como forma de democratizar o acesso à memória municipal, a organização do projeto confirmou a distribuição gratuita de 100 exemplares da obra para o público que comparecer ao evento.

Investimento em cultura

A publicação foi viabilizada por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), que é uma iniciativa do Governo Federal e executada pelo Ministério da Cultura em parceria com a Prefeitura Municipal de Campo Grande. Esse tipo de recurso tem sido fundamental na capital sul-mato-grossense para fomentar pesquisas, valorizar a memória local e garantir a preservação de acervos históricos.

Um resgate da trajetória arquitetônica e social

O livro foi organizado pelas especialistas Joelma Fernandes Arguelho e Vanessa Basso Perosa, que contaram com uma equipe multidisciplinar. O conteúdo do livro é vasto e abrange diversos aspectos da construção, erguida entre 1913 e 1918 para ser a residência da família Baís:

  • Levantamento documental e registros iconográficos detalhados.
  • Análises sobre a transição do imóvel, que funcionou como a Pensão Pimentel.
  • Registro histórico dos episódios de incêndio e o subsequente período de abandono.
  • Detalhes sobre o processo de restauração que transformou o prédio em equipamento cultural.
  • Destaque para os murais e a produção artística de Lídia Baís.

As organizadoras possuem sólida trajetória na área. Joelma Fernandes Arguelho tem formação em Artes Visuais e Arquitetura e Urbanismo, além de ser mestre e doutoranda em Desenvolvimento Local pela UCDB. Já Vanessa Basso Perosa é graduada em Artes Visuais, mestre e doutoranda em Estudos de Linguagens pela UFMS. A importância da obra reside na preservação da identidade campo-grandense, transformando arquivos dispersos em um registro acessível para as futuras gerações.

Com informações de Prefeitura de Campo Grande.