A Prefeitura de Campo Grande deu um passo importante na gestão habitacional do município ao assinar, na última sexta-feira (06), o primeiro Termo de Compromisso do Plano de Desenvolvimento Socioeconômico Habitacional (Habita+ CG). A iniciativa é resultado de uma parceria com a Pacaembu Construtora e conta com a articulação direta da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) e da Fundação Social do Trabalho (Funsat).
Foco na habitação social e acesso da população
O foco central deste acordo é a viabilização do Jardim Água Branca, um empreendimento situado no bairro Moreninhas que contará com 1.264 unidades habitacionais. Um dos pontos mais relevantes para a população é a reserva de, no mínimo, 127 dessas moradias (o equivalente a 10% do total) exclusivamente para famílias já cadastradas junto à Emha. Essa medida garante que quem aguarda na fila por um imóvel possa ser contemplado em um projeto estruturado pela política habitacional da cidade.
A Emha será a responsável por selecionar as famílias com base nos critérios estabelecidos para o interesse social. Além disso, a agência realizará o acompanhamento técnico e social dos moradores. O cronograma de entrega das chaves será alinhado com a prefeitura, facilitando o planejamento das famílias beneficiárias.
Geração de emprego e qualificação profissional
O Habita+ CG também tem um impacto direto no mercado de trabalho local. O termo firmado estabelece que a construtora deve dar prioridade à contratação de profissionais que residam em Campo Grande, com atenção especial aos moradores das redondezas onde o canteiro de obras está instalado. A Funsat atua como ponte, divulgando as oportunidades, realizando o cadastro dos interessados e promovendo ações de capacitação profissional em conjunto com a empresa.
Próximos passos e cronograma
- As obras do Jardim Água Branca já foram iniciadas.
- A aquisição dos primeiros imóveis ocorrerá durante o 12º Feirão Habita+ CG.
- O evento acontece entre os dias 09 e 27 de dezembro, integrado à programação do Natal dos Sonhos.
O diretor-presidente da Emha, Claudio Marques, ressaltou que a iniciativa busca suprir a necessidade de moradia digna, especialmente para as famílias enquadradas na Faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida. Já Bruno Villar, diretor de negócios da Pacaembu Construtora, apontou que a cidade se destaca pelo fornecimento de subsídios cumulativos, sendo este o momento ideal para a empresa estrear seus investimentos na capital.
O programa Habita+ CG, instituído pela Lei Complementar n.º 551/2025, visa reduzir o déficit habitacional e promover o desenvolvimento econômico de forma sustentável, unindo a entrega de infraestrutura com a geração de renda para o cidadão campo-grandense.
Com informações de Prefeitura de Campo Grande.


