• São Paulo, SP
A conta que Ana Cunha tem com a Itália ficou aberta em duas partidas. Foi quanto durou a passagem dela pela Royal Team Lamezia: na segunda, rompeu o ligamento cruzado anterior, e o que veio no lugar da temporada foi um período longo fora de quadra. A ala brasileira volta agora ao país por outro clube.
Aos 33 anos, ela deixou o Patinhas Futsal, do Paraná, e fechou com o Cagliari para 2026/27. Na carreira inteira, é o segundo clube italiano dela.
Três modalidades cabem na trajetória dela. Em 2017, Ana Cunha foi eleita a melhor jogadora de futebol 7 do mundo. Ainda no futebol 7, defendeu o Figueirense/Paula Ramos. No futebol de campo, jogou por Avaí e Chapecoense. E o futsal, que veio primeiro, é para onde ela voltou.
O começo foi na rua, em jogos com os meninos. Um professor a viu em uma dessas peladas e abriu a porta de uma escolinha de futsal que, naquela época, só tinha garotos. Do IEE saíram as primeiras competições regionais e estaduais; depois vieram Itajaí e dois anos de Criciúma/Unesc.
A volta ao profissionalismo no futsal aconteceu em 2022, no Female Futsal. No Brasil ela também defendeu o São José Futsal Feminino, antes de chegar ao Patinhas.
“Futsal sempre foi minha paixão e eu sonhava com esse dia de retornar a viver do esporte que sempre amei”, contou.
Fora do Brasil, a Espanha entra na carreira dela com Torreblanca Melilla e Marín Futsal. Na Itália, o registro dela ainda é de dois jogos.
“Voltar para a Itália é um misto de sentimentos. Pensei que nunca fosse voltar, até pelas experiências que tive por lá, mas estou feliz e ansiosa para retornar e reescrever uma história”, afirmou.
Ana Cunha também cursa Educação Física, e a escolha tem endereço: seguir no esporte e na saúde quando a carreira de atleta terminar, com a formação voltada à preparação física.
“É um curso que abrange muitas áreas, e isso me deixa confortável por ter escolhido seguir nele. Quero continuar trabalhando com o que mais gosto de fazer”, completou.
Com informações do oGol.


