Foto: Acervo/Casan
Em Barra Velha, as obras para implantação do Sistema de Esgotamento Sanitário da CASAN (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) estão em uma nova etapa. Mais de 700 metros de tubulação para o emissário já foram assentadas. Essa parte da obra é responsável por fazer a ligação entre a Estação Elevatória e a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
A etapa iniciada no fim de maio, avançou cerca de 25% do trecho previsto. A implantação começou pela Avenida Raimundo José Aguiar e seguiu pelas ruas Eli Antônio Xavier e João Fernandes da Costa. Na sequência, a rede segue pela Rua Maria do Nascimento, passa por um loteamento da região, e continuará pela marginal da BR-101 até as proximidades do posto de combustível, onde posteriormente será feita a travessia em direção à ETE. O emissário é uma tubulação e uma das redes coletoras que estão sendo implantadas nas bacias do sistema. Por ser uma tubulação responsável por transportar o esgoto e por operar sob pressão, utiliza tubos feitos em material de alta resistência e durabilidade.
Segundo o engenheiro responsável pela obra, Wellington Lucas Fonseca, a execução desta etapa está sendo antecipada em relação ao cronograma original. “A etapa estava prevista para o próximo ano, mas estamos aproveitando a disponibilidade de equipamentos, materiais e equipes para adiantar os trabalhos. Isso permite otimizar o cronograma geral da obra e acelerar a implantação do sistema”, explica.
A expectativa é de que, em aproximadamente 20 dias, a obra alcance a região da marginal da BR-101. A conclusão do trecho até a Estação de Tratamento dependerá das liberações necessárias para execução das próximas etapas.
Travessia da BR-101 será subterrânea
Uma das fases mais importantes da implantação será a travessia da BR-101. Para evitar impactos no trânsito da Rodovia Federal, a obra utilizará o Método Não Destrutivo (MND), dispensando a abertura de escavações na pista. De acordo com Wellington, será empregada uma máquina conhecida como cravadora, equipamento capaz de executar perfurações horizontais subterrâneas. “A máquina executa um furo horizontal e posteriormente a tubulação é puxada para dentro desse furo”, explica o engenheiro.
Além da instalação da tubulação, a obra prevê a recuperação das vias afetadas pelos serviços. Nas ruas que originalmente possuíam revestimento em saibro, já foi aplicada uma camada de brita após o fechamento das valas, proporcionando melhores condições de trafegabilidade para moradores e motoristas.


