Pedro Bianchini construiu uma relação de proximidade com a ACBF. Em sua sexta temporada com a camisa do clube de Carlos Barbosa, o goleiro consolida uma história de protagonismo. Justamente no ano em que a equipe celebra meio século de existência, ele escreve seu nome na trajetória vitoriosa da instituição ao erguer a taça da Libertadores.
— É um privilégio a gente poder jogar uma Libertadores, e um privilégio jogar dentro de casa. Poucos atletas vão ter esse momento. Quem teve esses dias no ginásio, quem esteve presente, poder presenciar uma atmosfera surreal. Cada jogo uma final. Uma festa com o torcedor, que merece muito. Nosso grupo e a instituição merecem muito. Agora é desfrutar. É muito difícil ganhar uma Libertadores — comentou Pedro Bianchini.
Cinco anos depois, o goleiro conseguiu o que ficou muito perto em 2021. Naquele ano, a ACBF chegou à decisão da Libertadores, disputada no Uruguai, e encarou o San Lorenzo, da Argentina.
Após empate em 3 a 3 no tempo normal, a equipe de Carlos Barbosa sofreu um gol na prorrogação e acabou com o vice-campeonato. Mesmo assim, Bianchini não se abateu e seguiu trilhando seu caminho. O goleiro foi decisivo na disputa de pênaltis deste ano diante do Magnus.
— No último pênalti eu estava falando comigo, com os meus amigos que se foram e que estão lá sempre me cuidando. Eu falei tem que terminar comigo. Enfim, eu pedi muito. Eu pedi muito pra fazer um gol na final. Não fiz o gol, mas graças a Deus terminei defendendo o pênalti — avaliou o goleiro, que completou:
— Pra ser atleta tem que ser maluco, pra ser goleiro tem que ser muito maluco. Ainda mais num time grande. A gente sabe da responsabilidade. Eu sei de quantos goleiros gigantescos passaram aqui pela ACBF, então a gente carrega um peso surreal.


