ESPORTES

Gabriel Santos divide rotina entre treinos, estágios e preparação para o pós-carreira 





Nadador do Pinheiros está de olho nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, enquanto constrói uma nova trajetória profissional dentro da psicologia

Três Jogos Olímpicos: Rio de Janeiro 2016, Tóquio 2020 e Paris 2024, medalhas internacionais e mais de 20 anos de história no Esporte Clube Pinheiros. Aos 30 anos, o nadador Gabriel da Silva Santos, especialista nas provas de 50m e 100m livre, vive uma das fases mais intensas da carreira. Enquanto segue em preparação para o ciclo olímpico de Los Angeles 2028, o atleta divide a rotina de treinos com a graduação em Psicologia, e os primeiros atendimentos profissionais na área.

Gabriel começou a faculdade após a Olimpíada de Tóquio, em 2021. Diferente de muitos atletas da nova geração, ele optou por construir toda a trajetória esportiva no Brasil. “Eu vivi meu sonho, fui a três Jogos Olímpicos, fui vice-campeão mundial em 2017, e senti que era o momento de começar a construir algo além do esporte”, contou o nadador. A escolha pela psicologia veio de uma curiosidade antiga: o interesse pelo comportamento humano sempre esteve presente durante sua formação como atleta de alto rendimento. 

Os primeiros anos da graduação foram conciliados com a rotina tradicional de treinos, aulas presenciais noturnas e competições internacionais, incluindo a classificação para os Jogos de Paris. Em 2025, porém, a rotina ganhou novos desafios com o início dos estágios obrigatórios. 

Agora, no último ano da faculdade, Gabriel atua em diferentes frentes da psicologia institucional e clínica, enquanto ajusta os horários de treinamento para conseguir manter o rendimento dentro e fora da água.

 

Rotina – O dia começa cedo no Pinheiros. Os treinos na piscina acontecem entre 7h e 9h30, seguidos pela musculação até o fim da manhã. Após, o almoço no clube, e a tarde é dedicada aos atendimentos e estágios.

Entre as experiências profissionais, Gabriel atua na Care Club, auxiliando em estratégias organizacionais, recrutamento e compliance, além de participar de projetos sociais com atendimento psicológico e oficinas coletivas, além disso, também realiza atendimentos na clínica-escola da faculdade. “A ideia é já me preparar para uma transição de carreira. Não pretendo competir até os 40 anos. Quero continuar no esporte, mas de outra maneira”, afirmou o nadador.

Criado dentro do Pinheiros desde os 10 anos de idade, Gabriel confia que a vivência prática no esporte de alto rendimento pode ser um diferencial importante para sua futura atuação como psicólogo esportivo.

“Às vezes encontramos profissionais muito acadêmicos, mas distantes da realidade do atleta. Eu vivi isso desde criança. Sei das inseguranças, da pressão e da dificuldade que existe nesse ambiente, e isso me ajuda na atuação como psicólogo”, explicou.

Ao longo da carreira, Gabriel acumulou conquistas importantes e realizou sonhos que imaginava ainda na infância. Agora, o desafio passa também por ressignificar a relação com o esporte. “Eu já realizei muitos objetivos dentro da natação. Hoje, procuro entender o que o esporte ainda significa para mim e criar novos sentidos para continuar competindo”, finalizou.