NOTÍCIAS

Cão Orelha: Polícia Civil indicia três pessoas por coação de testemunha durante investigação do caso

Nesta terça-feira, a Polícia Civil de Santa Catarina apresentou em coletiva de imprensa os avanços da investigação sobre o caso de maus-tratos contra o cão Orelha.

Familiares dos adolescentes, sendo um advogado e dois empresários foram indiciados pelo crime de coação no curso do processo após serem interrogados. A investigação ouviu mais de 20 pessoas.

Durante a coletiva, a delegada responsável pelo caso, Mardjoli Valcareggi destacou que outros atos infracionais estão sendo investigados, como um episódio de agressão envolvendo outro cão da região, o Caramelo.

SONORA

O crime contra o cão comunitário ocorreu no início de janeiro deste ano, quando a Polícia Civil tomou conhecimento sobre agressões praticadas contra o cão comunitário, na Praia Brava, em Florianópolis.

Por conta da gravidade dos ferimentos, o animal morreu durante o atendimento médico-veterinário.

Na segunda-feira, a Delegacia de Proteção Animal da Capital e a Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei cumpriram mandados de busca e apreensão.

Os mandados foram executados nas residências dos adolescentes suspeitos e dos adultos que teriam coagido testemunhas.

Foram apreendidos celulares e eletrônicos dos adolescentes. As análises vão corroborar com os elementos probatórios já colhidos pela Polícia Civil.

Sobre os adolescentes identificados, o procedimento agora vai ser concluído na DEACLE.

A delegada Mardjoli Valcareggi também aproveitou a ocasião para reforçar a importância de informações e nomes não serem divulgados na internet.

SONORA

Também estiveram na coletiva o delegado-geral da PCSC, Ulisses Gabriel, o diretor de Polícia da Grande Florianópolis, delegado Pedro Henrique de Paula, e o diretor do Gabinete da Delegacia-Geral, delegado Marcelo Nogueira.

Repórter: Eduardo Melo