Com reforma em barragens, rede de monitoramento ampliada e municípios mais estruturados, Santa Catarina chega ao novo ciclo do El Niño com o maior orçamento da história e pronta para responder a eventos climáticos extremos – Foto: Jonatã Rocha/SecomGOVSC
Santa Catarina acelerou de forma histórica os investimentos em proteção e defesa civil. Entre 2023 e 2026, o Governo do Estado destinou mais de R$ 900 milhões à Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil (SPDC/SC). Barragens reformadas, rede de monitoramento ampliada, estruturas entregues aos municípios: o conjunto de ações posiciona Santa Catarina entre os estados mais preparados do país para enfrentar eventos climáticos extremos.
O crescimento é expressivo quando se observa a evolução nos últimos 10 anos. Em 2020, o orçamento destinado à Defesa Civil era de R$ 81 milhões. Em 2023, chegou a R$ 129 milhões. Em 2025, alcançou R$ 300 milhões e para 2026, a previsão é de R$ 338 milhões, o maior valor já destinado à proteção e defesa civil na história do Estado.
Santa Catarina está entre as regiões do mundo mais suscetíveis a desastres naturais. A posição geográfica do estado, entre serras, planícies e bacias hidrográficas de alta complexidade, amplifica os efeitos dos fenômenos climáticos sobre o território. Enchentes, deslizamentos e estiagens fazem parte da história catarinense e seguem sendo um desafio permanente para a gestão pública.
O último episódio de El Niño, em 2023, deixou marcas no Alto Vale do Itajaí e evidenciou a necessidade de investimentos estruturantes. Desde então, o Estado ampliou de forma consistente os recursos destinados à proteção e defesa civil, estruturando um amplo pacote de obras e ações em diversas frentes.
“Ao longo dos últimos três anos, o governador Jorginho Mello determinou que se investisse de forma expressiva na prevenção a desastres. São obras de desassoreamento que não se viam há mais de 40 anos, reforma das barragens, estruturação das defesas civis municipais e expansão da rede hidrometeorológica e da equipe de monitoramento. Esse conjunto de investimentos faz de Santa Catarina uma referência nacional no tema”, afirmou o secretário de de Estado da Proteção e Defesa Civil, Fabiano de Souza.
Investimentos contínuo em proteção
As três estruturas existentes, Barragem Sul, em Ituporanga, Barragem Norte, em José Boiteux, e Barragem Oeste, em Taió, são responsáveis pela retenção e controle do volume de água em períodos de chuva intensa, reduzindo diretamente o risco de inundações nas cidades localizadas a jusante. Para ampliar essa capacidade de proteção, as três barragens recebem investimentos que somam R$ 94,7 milhões em obras de reforma, modernização e automação com acionamento remoto.
O Estado também destinou mais de R$ 227 milhões para desassoreamento e melhoramento fluvial. Em 2024, foram retomadas intervenções em rios que há mais de 40 anos não recebiam obras desse tipo, como Rio do Sul, Rio do Oeste, Mirim Doce e Presidente Getúlio.
Com R$ 17 milhões investidos, a rede de monitoramento hidrometeorológico passou de 42 para 172 estações em todo o Estado, com dados atualizados a cada 15 segundos. A estrutura permite emitir alertas com maior antecedência e orienta as decisões operacionais da Secretaria em tempo real.
O fortalecimento das estruturas municipais também é prioridade. Desde 2023, o Estado já entregou mais de 196 kits de pontes, utilizados para restabelecer acessos em áreas afetadas, além de equipamentos para todas as defesas civis municipais. Essas ações garantem maior autonomia local e rapidez no atendimento às comunidades.
Além da estrutura preventiva, o Estado mantém suporte para atendimento imediato. Desde 2023, mais de R$ 36 milhões foram aplicados em assistência humanitária, com distribuição de itens essenciais às famílias afetadas por eventos climáticos. Ainda, conta com três estruturas regionais com estoque de itens para abastecer rapidamente os municípios que solicitarem apoio.
A Defesa Civil de Santa Catarina mantém monitoramento contínuo das condições meteorológicas e hidrológicas e atua de forma permanente na prevenção, preparação e resposta a desastres. Com estrutura, tecnologia e investimentos em níveis históricos, o Estado chega ao novo ciclo de El Niño mais preparado do que nunca para proteger a população catarinense.
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