Imposto de Renda 2026: veja quem precisa declarar e o que muda nas novas regras
A entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 deve começar em março e seguir até o fim de maio, seguindo o calendário tradicional divulgado pela Receita Federal do Brasil. A declaração deste ano é referente aos rendimentos obtidos ao longo de 2025, o que tem gerado dúvidas entre contribuintes, principalmente por causa da nova faixa de isenção anunciada pelo governo.
Apesar das mudanças na tabela do imposto, especialistas alertam que a ampliação da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês não terá impacto na declaração de 2026. Isso ocorre porque a medida começou a valer apenas em 2026 e só será refletida na declaração que será enviada em 2027.
A seguir, veja quem deve declarar, quem pode ficar isento e quais documentos são necessários para preencher a declaração corretamente.
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Nova faixa de isenção ainda não vale para a declaração de 2026
A nova política de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais passou a valer a partir de janeiro de 2026. Na prática, isso significa que muitos trabalhadores passaram a pagar menos imposto ou até mesmo ficar isentos do desconto mensal na folha de pagamento.
No entanto, como a declaração de 2026 considera os rendimentos recebidos em 2025, essa mudança ainda não aparece no cálculo do imposto deste ano.
O impacto real da nova regra só será percebido na declaração referente aos rendimentos de 2026, que será entregue em 2027.
Quem deve declarar o Imposto de Renda em 2026
Mesmo quem esteja dentro da faixa de isenção mensal pode ser obrigado a declarar o imposto se cumprir outros critérios definidos pela Receita Federal do Brasil.
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Devem entregar a declaração os contribuintes que, em 2025, se enquadraram em pelo menos uma destas situações:
- Receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888, como salários, aposentadorias ou aluguéis;
- Tiveram rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200 mil;
- Obtiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos;
- Realizaram operações na bolsa de valores superiores a R$ 40 mil no ano;
- Fizeram operações de day trade com lucro;
- Venderam ações com lucro em meses com volume acima de R$ 20 mil;
- Possuíam bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025;
- Tiveram receita bruta de atividade rural acima de R$ 169.440;
- Tornaram-se residentes no Brasil em 2025;
- Possuíam investimentos ou bens no exterior;
- Utilizaram a isenção de ganho de capital na venda de imóvel residencial, com reinvestimento no prazo de 180 dias.
Essas regras podem sofrer pequenos ajustes quando o regulamento oficial for divulgado.
Quem fica isento do Imposto de Renda
Atualmente, o limite oficial de isenção mensal do Imposto de Renda está em R$ 2.428,80.
Com o mecanismo de desconto simplificado aplicado pelo governo, a faixa de isenção efetiva chega a aproximadamente R$ 3.036 mensais, equivalente a cerca de dois salários mínimos em 2025.
A nova ampliação da faixa para R$ 5 mil por mês só passa a valer para rendimentos recebidos em 2026.
Documentos necessários para fazer a declaração
Antes de iniciar o preenchimento da declaração, é importante reunir todos os documentos que comprovam renda, patrimônio e despesas dedutíveis.
Documentos pessoais
- Documento de identificação com CPF (RG ou CNH)
- Comprovante de endereço atualizado
- CPF do cônjuge, quando houver
- Número do título de eleitor
- Recibo da declaração do ano anterior
- Número do PIS, NIT ou INSS
- Dados de dependentes
Comprovantes de renda
- Informes de rendimentos do trabalho
- Extratos bancários e de investimentos
- Informes de rendimentos de previdência privada
- Relatórios de aluguéis recebidos
- Comprovantes de rendimentos financeiros
Investimentos e renda variável
Quem investe também precisa reunir documentos específicos, como:
- Notas de corretagem das operações realizadas
- Comprovantes de DARF pagos sobre ganhos em bolsa
- Informes de rendimentos enviados pelas corretoras
Esses dados são fundamentais para evitar inconsistências e problemas com o Fisco.
Restituição deve começar no final de maio
Seguindo o cronograma adotado nos últimos anos pela Receita Federal do Brasil, o pagamento das restituições deve começar no final de maio.
A expectativa é que o calendário seja dividido em cinco lotes, com pagamentos mensais até setembro.
Normalmente, têm prioridade no recebimento:
- idosos
- pessoas com deficiência
- professores
- contribuintes que utilizam a declaração pré-preenchida ou optam por receber via Pix
Atenção aos informes de rendimentos
Os informes de rendimentos, documentos essenciais para o preenchimento da declaração, foram enviados por empregadores, bancos e instituições financeiras até o final de fevereiro.
Quem ainda não recebeu deve solicitar diretamente à fonte pagadora ou acessar a declaração pré-preenchida, disponível no sistema da Receita.
Esses documentos também incluem comprovantes usados para deduções, como planos de saúde, educação e previdência, que podem reduzir o imposto a pagar ou aumentar o valor da restituição.
Planejamento ajuda a evitar problemas com o Fisco
Especialistas recomendam que os contribuintes organizem os documentos com antecedência e revisem cuidadosamente todas as informações antes de enviar a declaração.
Erros ou omissões podem levar o contribuinte à malha fina, exigindo correções posteriores e atrasando a restituição.
Por isso, manter registros financeiros organizados ao longo do ano é uma das melhores estratégias para evitar problemas com o Imposto de Renda.


