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Tragédia em MG; estas são as vítimas das chuvas em Juiz de Fora e Ubá

Por MRNews

Tragédia em MG: estas são as vítimas das chuvas em Juiz de Fora e Ubá

As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira na última segunda-feira (23) provocaram uma das maiores tragédias recentes da região. Os temporais deixaram mortos, desaparecidos, famílias desalojadas e um cenário de destruição em Juiz de Fora e Ubá.

Diante da gravidade da situação, a prefeitura de Juiz de Fora decretou estado de calamidade pública, enquanto equipes de resgate seguem mobilizadas em busca de desaparecidos.


Vítimas em Juiz de Fora

Entre os mortos estão estudantes, profissionais da educação, trabalhadores da limpeza urbana, uma bancária e um policial penal, evidenciando o impacto da tragédia em diferentes setores da sociedade.

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Na área educacional, a comoção foi ainda maior. Bernardo Lopes Dutra, estudante do 7º ano do Colégio de Aplicação João XXIII, ligado à Universidade Federal de Juiz de Fora, está entre as vítimas. Carla Teixeira, profissional do Centro de Educação a Distância da instituição, também morreu.

A Escola Municipal Vereador Raymundo Hargreaves confirmou a morte de alunos e de uma funcionária da unidade, ampliando o luto na comunidade escolar.

Jaqueline de Fátima Theodoro Vicente, de 32 anos, morreu após ser soterrada durante um deslizamento de terra. Sua mãe, Neide Aparecida, também não resistiu. O policial penal Reinaldo Neiva Ferreira, de 35 anos, está entre os mortos.

A bancária Liana Martins de Paula, integrante do bloco carnavalesco Parangolé, foi homenageada pelo sindicato da categoria, que divulgou nota de pesar nas redes sociais.

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Até a última atualização, Juiz de Fora contabilizava 49 mortes.


Mortes confirmadas em Ubá

Em Ubá, seis óbitos foram confirmados até a tarde desta quinta-feira (26). Entre as vítimas estão idosos e dois homens cujos nomes ainda não haviam sido oficialmente divulgados.

A cidade enfrenta bairros devastados, residências destruídas e famílias que perderam praticamente tudo após os deslizamentos provocados pela chuva intensa.


Reforço nas identificações e buscas

Devido à dimensão da tragédia, Juiz de Fora recebeu reforço de médicos legistas vindos de Belo Horizonte para auxiliar na identificação das vítimas. O trabalho das equipes de resgate continua, com apoio da Defesa Civil e de forças de segurança.

Além da dor pelas perdas, comunidades inteiras agora enfrentam o desafio da reconstrução. Escolas suspenderam atividades, serviços públicos operam em regime emergencial e dezenas de famílias estão abrigadas provisoriamente.


Como ajudar

Autoridades locais orientam que doações sejam feitas por meio dos canais oficiais divulgados pelas prefeituras e pela Defesa Civil. Itens como água potável, alimentos não perecíveis, produtos de higiene e roupas estão entre as principais necessidades no momento.

Enquanto o número de vítimas ainda pode sofrer atualização, a tragédia já deixa marcas profundas na Zona da Mata mineira — um luto coletivo que atinge famílias, escolas e toda a comunidade regional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quinta-feira (26), no Palácio do Planalto, líderes apostólicos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, fundada originalmente nos Estados Unidos (EUA), e cujos membros são conhecidos popularmente como mórmons. De acordo com Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), o grupo fez uma visita de cortesia ao presidente, e eles trataram do trabalho missionário da igreja no Brasil, incluindo ações de ajuda humanitária.

Os religiosos estavam representados pelo apóstolo Ulisses Soares, a principal autoridade mórmon no Brasil; pelo ex-governador do estado norte-americano de Utah, nos EUA, Michael Leavitt, presidente do Coro e Orquestra do Tabernáculo na Praça do Templo, parte da Igreja Mórmon; e pelo diretor da igreja em Salt Lake City e ex-senador dos EUA, Gordon Smith. Outros três representantes do grupo religioso também participaram da reunião. O advogado-geral da União, Jorge Messias, participou do encontro.

A Secom informou que, durante o encontro, os apóstolos explicaram a Lula, com mais detalhes, o funcionamento da igreja e o trabalho religioso desenvolvido. Citaram, por exemplo, o envolvimento de seus integrantes no apoio às famílias atingidas pelas enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, em 2024, e se ofereceram para fazer um trabalho similar na ajuda aos atingidos pelas tempestades na Zona da Mata em Minas Gerais, que já resultaram em 59 mortes.

Ainda de acordo com a Secom, os líderes mórmons agradeceram ao presidente pelo trabalho em defesa da liberdade religiosa no Brasil e citaram a sanção, em 2003, durante o primeiro mandato de Lula, da Lei de Liberdade Religiosa, destacando o país como um dos que mais protegem o direito de culto no mundo.