A presença de animais silvestres, como capivaras, tatus, lobos-guarás e até onças, é uma realidade constante nas rodovias concedidas do estado de São Paulo. Para mitigar o risco de atropelamentos e proteger a fauna, as concessionárias, sob regulação da Artesp, têm investido na instalação de estruturas específicas de travessia, garantindo um deslocamento seguro tanto para os animais quanto para os motoristas.
Estruturas subterrâneas e aéreas garantem a conectividade ambiental
Atualmente, o sistema rodoviário paulista conta com 415 passagens de fauna em funcionamento, com a previsão de implementação de mais 121 novas estruturas. A maior parte dessas passagens é subterrânea, utilizando galerias de drenagem, bueiros e pontes adaptadas para permitir que os animais cruzem as rodovias por baixo da pista.
Para espécies que dependem das copas das árvores, como diversos primatas, foram desenvolvidas pontes aéreas e viadutos vegetados. Entre os destaques, a Rodovia dos Tamoios possui 17 passagens, incluindo o primeiro viaduto vegetado do estado. Já na Rodovia Antônio Machado Sant’Anna (SP-255), em Ribeirão Preto, está instalada a primeira passagem aérea suspensa da região.
Investimentos em segurança e novas concessões
As novas concessões incorporam metas rigorosas para a proteção da fauna. Projetos como os das rodovias Nova Raposo e Rota Sorocabana preveem um investimento conjunto de R$ 16,9 milhões para a construção de 50 passagens. Além das obras, as concessionárias realizam monitoramento constante, uso de cercas de direcionamento e campanhas educativas.
- Eixo SP: 33 passagens existentes e 32 novas travessias previstas.
- Entrevias: 30 novas passagens planejadas.
- Arteris ViaPaulista: 40 estruturas já implantadas e 52 em planejamento.
O que fazer ao avistar um animal na pista
A segurança viária também depende da prudência do condutor. Ao encontrar animais nas proximidades da rodovia ou na pista, a orientação técnica é reduzir a velocidade gradualmente e evitar manobras bruscas. Não se deve buzinar ou usar farol alto, pois essas ações podem assustar o animal e gerar reações imprevisíveis. Em caso de risco, o motorista deve contatar imediatamente a concessionária responsável pelo trecho, permitindo o acionamento de equipes especializadas em resgate.
Além dos animais silvestres, a fiscalização também atua no controle de animais de grande porte (como bovinos e equinos), buscando seus proprietários para prevenir acidentes graves. O monitoramento contínuo, por meio de câmeras e inspeções de tráfego, é fundamental para garantir que as rodovias sejam trajetos seguros para todos os usuários e para o ecossistema local.
Com informações de Agência SP.


