Estudantes da Escola Municipal João Evangelista Vieira de Almeida movimentam os espaços da unidade com pesquisas e produções artísticas na última semana. A Mostra Cultural realizada no local reuniu turmas e diferentes áreas do conhecimento em torno de projetos locais e regionais.
O tema abordado pelos alunos foi “Brasil: regiões, meio ambiente e patrimônio cultural”. O cronograma engloba trabalhos sobre a cultura indígena de Mato Grosso do Sul, o Cerrado e as regiões brasileiras. As apresentações focam também no clima, variações linguísticas, pontos turísticos de Campo Grande e nas aves do Pantanal.
A proposta exigiu pesquisa e produção de materiais por parte dos alunos com trabalhos ocuparam salas de aula, corredores, saguão e o pátio da escola. Os professores orientaram as atividades para o compartilhamento imediato das descobertas.
A diretora Mariluce Burgos Cavalheiro explicou a evolução do projeto pedagógico ao longo dos anos. A antiga feira de ciências passou por uma reestruturação para abrigar projetos de todas as disciplinas. “Em 2019, a feira virou Mostra Cultural, para abrir o leque, porque tinha aquela ideia de que a feira de ciências ficava mais voltada às Ciências Biológicas. Agora, todas as áreas do conhecimento estão envolvidas”, explicou a diretora.
As turmas circulam pelos espaços escolares durante toda a semana para observar as produções dos colegas. “É o terceiro ano que a gente está nesse modelo. Ele deu super certo. Os alunos vão assistir e a escola fica em movimento a semana inteira”, acrescentou Mariluce.
O protagonismo estudantil aparece em detalhes literários, como é o caso de um grupo do 7º ano, que estudou a obra do escritor Manoel de Barros. A equipe avaliou a trajetória e os poemas do autor sul-mato-grossense para uma apresentação didática.
A aluna Emanuele Caroline dos Santos Lima detalhou a compreensão do grupo sobre o olhar do poeta regional. “A gente fala sobre os poemas que ele fez aqui. Ele é um poeta das pequenas coisas, e a gente explica isso também”, revelou a jovem.
O estudante Davi Ricardo Pereira de Andrade relatou a experiência prática da exposição escolar. “O conteúdo não é tão desafiador, mas cooperar é a parte mais difícil”, comentou o aluno sobre a importância do trabalho em equipe.
Outros grupos direcionaram o foco para a estrutura urbana. Alguns estudantes investigaram a história, a inspiração e as características do Monumento do Comando Militar do Oeste (CMO).
A Educação Infantil fechou o ciclo cultural de forma lúdica e prática. As crianças trouxeram a catira, manifestação cultural reconhecida como patrimônio cultural, para a mostra após um longo período de ensaios.


