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Futsal movimenta mais de R$ 100 milhões por ano, diz presidente da LNF – LNF

• São Paulo | SP

Foto: Dudu Vieira

A Liga Nacional de Futsal, que adota um modelo de franquias inspirado nas ligas norte-americanas, reúne 32 equipes em duas divisões e já movimenta mais de R$ 100 milhões por ano, segundo estudo citado pelo presidente da Liga, Fellipe Drommond, em entrevista ao Times Brasil, licenciado exclusivo da CNBC no país.

Fazer da LNF a NBA brasileira

“Eu costumo dizer: furando a bolha, chegando ao público de massa, chegando ao público em geral, para a gente potencializar e fazer da LNF a NBA brasileira”, afirmou Drommond, ao explicar o objetivo de transformar a Liga num produto esportivo com maior alcance comercial.

O modelo de franquias e o interior do país

Um dos diferenciais da LNF está na presença de equipes fora dos grandes centros tradicionais do futebol brasileiro. Drommond citou cidades como Cascavel, Umuarama, Sorocaba, Carlos Barbosa, Erechim e Joinville como exemplos de mercados em que o futsal tem forte conexão com as comunidades locais.

Segundo o presidente, o modelo de franquias permite o compartilhamento de receitas e a negociação unificada de ativos, como direitos de transmissão, além de uma base de dados unificada de torcedores. “O modelo de franquias permite tudo isso, ele faz com que a gente tenha autonomia comercial para que a gente desenvolva o produto da forma que ele possa gerar o melhor benefício para os clubes, que são os franqueados, mas também para o seu torcedor”, explicou.

Os R$ 100 milhões movimentados

O cálculo do impacto econômico considera investimentos das equipes e receitas relacionadas à competição, incluindo recursos do Comitê Brasileiro de Clubes, parceiros comerciais, direitos de transmissão e direitos de arena. A competição tem presença em dez estados e está ligada a projetos de formação e iniciativas sociais.

O próximo desafio

Drommond destacou que o futsal tem cerca de 20 milhões de praticantes no Brasil, mas afirmou que a Liga ainda precisa avançar na identificação e no relacionamento direto com esse público, com iniciativas como uma base própria de CRM. “O maior desafio que nós temos” é transformar a Liga Nacional em um grande produto, e não apenas em uma grande competição, afirmou.

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