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Paulinho Japonês relembra final histórica de 1997 e critica o goleiro-linha no futsal moderno – LNF

• São Paulo, SP

Foto: NSC Esporte / Divulgação

Campeão mundial e hoje comentarista, o ex-jogador Paulinho Japonês foi o convidado do terceiro episódio do programa “Toca e Sai”, do canal NSC Esporte, no YouTube. Em bate-papo com o ex-atleta Chico Lins e o jornalista Marcos Cassetari, relembrou bastidores da carreira e opinou sobre as mudanças do futsal atual.

Uma das lembranças mais marcantes foi a final da Liga Nacional de 1997, pelo Atlético-MG contra o Banespa, no Mineirinho, em Belo Horizonte. “A gente foi treinar num sábado de tarde lá antes da final. Eu olhei aquilo lá e falei: ‘Ih, esquece, isso aqui não vai encher nunca’. No domingo, quando fomos trocar de camisa para o jogo, pareceu que brotou torcedor do Atlético para tudo quanto é canto. Lotou o Mineirinho e foi uma sensação espetacular”, contou.

Torcedor declarado do Corinthians, Paulinho também falou da experiência de jogar no Parque São Jorge: “Jogar com aquela torcida e com a acústica que tem lá é uma coisa de arrepiar mesmo, são um bando de loucos”.

O “time dos sonhos” de Paulinho Japonês

Desafiado a montar o melhor quinteto com quem já dividiu quadra, Paulinho escalou: Franklin no gol, Márcio Brancher fixo, Vander Iacovino na ala-esquerda, Manoel Tobias na ala-direita e Lenísio no pivô. Sobre Brancher, elogiou a liderança simples do ex-companheiro: “Ele fazia do vestiário um ambiente bom. Não era o jogador mais habilidoso, mas era muito objetivo e jogava demais”.

Crítica ao goleiro-linha e à valorização salarial

O comentarista defende mudanças na regra do goleiro-linha, que na visão dele engessou a criatividade ofensiva das equipes. “Eu mudaria a regra do goleiro-linha. Embora a regra permita, existem algumas equipes que ficam muito presas a ela. Pela geração que nós tivemos — que não dependia tanto do goleiro, que tinha mais qualidade de saída de bola e jogadas ensaiadas —, eu fui ensinado de outra forma”, afirmou.

Ele também comentou a valorização salarial do futsal atual, puxada pela concorrência com o mercado internacional: “Hoje em dia, pagam salários de 15 a 20 mil reais para jogadores que, na minha concepção, pelo que eu vejo jogar, não estão nesse nível de salário, não entregam o esperado”, disse.

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