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Luana Rodrigues ia de bicicleta para o treino em Cianorte e hoje é capitã do Stein Cascavel – LNF

A trajetória de Luana Rodrigues, capitã do Stein Cascavel Futsal, de Cianorte até a Seleção Brasileira, com superação e títulos | Foto: Divulgação / Stein Futsal

O Stein Cascavel entra nas quartas de final da Liga Feminina de Futsal em 5 de setembro, contra o São José, no Altos de Santana. A capitã do time começou a jogar nas ruas e nas escolinhas de Cianorte, a cerca de 220 quilômetros de Cascavel, e ia de bicicleta para os treinos todos os dias enquanto outras atletas moravam perto do ginásio.

Luana Rodrigues chegou às categorias de base da equipe municipal de Cianorte depois de conquistar, aos 14 anos, uma bolsa de estudos nos Jogos Escolares do Paraná. Em 2016, antes de completar 18 anos, já tinha espaço no elenco adulto.

O convite do Stein Cascavel apareceu anos depois, a partir dos jogos em que ela enfrentou o clube. As atuações chamaram a atenção da comissão técnica, que passou a acompanhar o trabalho dela antes de fazer a proposta.

“Fiquei muito surpresa com o interesse deles. Era um time novo, mas que já estava alcançando grandes resultados no cenário, com o auxiliar da Seleção Brasileira no comando e grandes atletas. Foi motivo de muita felicidade e orgulho perceber que o meu trabalho estava sendo observado e reconhecido”, contou.

Ela acertou com o clube em 2021 e mudou-se de vez para Cascavel em 2022. Foi a primeira vez que deixou a família e a rotina que conhecia para viver integralmente do futsal, dividindo casa com outras atletas e encarando outro nível de exigência.

“Cresci muito como pessoa e como atleta. Passei a entender melhor tudo o que precisava fazer para realmente me tornar uma atleta de alto rendimento e comecei a valorizar mais o processo, não somente o resultado. Também fui ganhando mais voz e entendendo o papel de uma líder”, afirmou.

A braçadeira veio dessa evolução dentro do grupo, e ela dá à função um sentido que passa longe de só comandar em quadra.

“Ser líder não é apenas estar à frente, mas contribuir para que quem está ao meu lado também cresça. Foi com essa postura que conquistei a confiança do treinador e, hoje, tenho a responsabilidade de ser capitã da equipe. Também passei a compreender melhor quem me tornei e o valor que a minha história tem, tanto para mim quanto para quem me acompanha.”

Entre a chegada e a capitania houve um longo período de tratamento. Depois da primeira temporada no clube, Luana passou por cirurgia nos dois joelhos e precisou de trabalho físico e acompanhamento psicológico para voltar a competir em alto nível. Ainda nesse processo, retornou à quadra para disputar a Supercopa e participou da campanha do título. As dores voltaram depois e exigiram um período prolongado de tratamento.

Segundo o material divulgado pelo clube, as conquistas dela pelo Stein Cascavel reúnem três Supercopas, duas Libertadores, uma Taça Brasil, títulos do Campeonato Paranaense, três edições da Copa Mundo e dois títulos da Liga Feminina. Na primeira fase do Paranaense Série Ouro deste ano, ainda de acordo com o clube, ela marcou oito gols e liderou a artilharia. A convocação para a primeira Copa do Mundo de futsal feminino da Fifa, em 2025, está na lista divulgada pela seleção brasileira e publicada por este site.

A decisão de viver do futsal tem data e é anterior a tudo isso. Foi em 2017, ainda em Cianorte.

“Foi quando virei a chave. Ganhei mais maturidade, comecei realmente a competir com o time adulto e consegui enxergar que queria viver daquilo”, lembrou. O esporte também rendeu a ela uma bolsa para cursar Educação Física.

“Hoje consigo olhar para essa trajetória e perceber o quanto cresci e o valor de tudo o que construí ao longo desse caminho”, disse a capitã.

A ida das quartas contra o São José é em 5 de setembro, às 19h30. A volta está marcada para 12 de setembro, em Cascavel. Com informações do Stein Cascavel Futsal. Datas, horários e ginásios conferidos na tabela oficial da competição.

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