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TOP 10 erros no Uso do Cartão para acumular pontos e Milhas

Por MRNews

10 erros que estão destruindo suas milhas (mesmo que você ache que está acumulando muito)

Acumular pontos e milhas pode ser uma das formas mais inteligentes de reduzir custos em viagens e até voar em classe executiva pagando apenas taxas aeroportuárias. No entanto, a maioria dos consumidores comete erros simples — e caros — que reduzem drasticamente o valor dos pontos gerados no cartão de crédito.

O mais preocupante é que até usuários experientes acabam caindo nessas armadilhas, acreditando que estão acumulando bem, quando na prática estão deixando milhares de milhas na mesa.

A seguir, veja os principais erros que você deve evitar para não desperdiçar seu potencial de viagens.


1. Transferir pontos sem bônus

Este é, sem dúvida, o erro mais caro do universo das milhas.

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Muitos clientes transferem pontos do cartão diretamente para programas como Smiles ou Azul Fidelidade assim que atingem um saldo razoável.

O problema é ignorar as promoções de transferência bonificada, que são frequentes e muito vantajosas:

  • 80% de bônus
  • 90% de bônus
  • até 100% de bônus

Exemplo simples:

  • Sem promoção: 100.000 pontos → 100.000 milhas
  • Com 100% bônus: 100.000 pontos → 200.000 milhas

Ou seja, você dobra o valor sem gastar nada a mais.

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👉 Regra prática: só transfira com bônus, salvo urgência real.


2. Pagar tudo no débito, Pix ou dinheiro

Sempre que você paga no débito, Pix ou dinheiro, está perdendo pontos.

Imagine um gasto médio:

  • R$ 5.000 por mês
  • R$ 60.000 por ano

Em cartões com boa pontuação, isso pode virar dezenas de milhares de pontos por ano — o suficiente para uma ou mais passagens.

👉 Concentração de gastos no crédito é essencial para quem quer acumular bem.


3. Deixar pontos expirarem

Os pontos possuem validade, e isso varia por programa:

  • 6 a 12 meses: bônus de aéreas
  • 24 meses: Livelo e Esfera (sem clube)
  • até 36 meses: cartões premium e programas como UAU Caixa e outros bancários
  • até 48 meses: clubes de fidelidade
  • validade indeterminada: apenas com regras específicas de clubes ativos

O problema é simples: muita gente acumula sem controle.

👉 Solução:

  • acompanhar extratos
  • ativar alertas
  • organizar vencimentos

4. Usar cartões que não pontuam bem

Nem todo cartão Black ou Infinite vale a pena.

Alguns cartões cobram alta anuidade e entregam:

  • baixa pontuação
  • poucas opções de transferência
  • ecossistema limitado

Por outro lado, existem cartões muito mais eficientes como os de bancos digitais e premium, incluindo opções como C6 Bank (C6 Carbon) e outros concorrentes.

👉 Antes de escolher um cartão, avalie:

  • pontuação real por dólar
  • parceiros de transferência
  • paridade de conversão

5. Acumular em programas ruins

Esse é um erro pouco comentado.

Não adianta ter muitos pontos se o programa não oferece boas opções de uso.

Programas mais robustos:

  • Itaú Unibanco
  • Livelo
  • Esfera

Programas com limitações:

  • alguns sistemas bancários com poucos parceiros
  • plataformas com baixa flexibilidade de transferência

👉 O ponto-chave não é quantidade, e sim utilidade.


6. Ignorar paridades de transferência

Muitos consumidores olham apenas para o cartão, mas ignoram a conversão.

Exemplo com TAP Miles&Go:

  • Itaú: 1:1
  • C6 Bank: 1:1
  • Porto Bank: 1:1
  • BRB: até 2,7:1
  • UAU Caixa: 2:1

Resultado prático:

100.000 pontos podem virar 100.000 milhas… ou apenas 37.000, dependendo do banco.


7. Achar que mais pontos sempre valem mais

Esse é um erro clássico.

Nem sempre 4 pontos por dólar é melhor que 3 pontos.

Exemplo:

  • Cartão A: 4 pts/USD (conversão 2:1)
  • Cartão B: 3 pts/USD (conversão 1:1)

Resultado final:

  • Cartão A: 20.000 milhas
  • Cartão B: 30.000 milhas

👉 Mais pontos não significa mais valor.


8. Espalhar pontos em muitos programas

Outro erro comum: fragmentação.

Muitos usuários acumulam em vários programas ao mesmo tempo:

  • um pouco em Smiles
  • um pouco em LATAM Pass
  • um pouco em Azul
  • um pouco em TAP
  • um pouco em Livelo

Resultado: saldos baixos em todos e nenhuma emissão possível.

👉 Estratégia inteligente: focar em 1 ou 2 programas principais.


9. Se esforçar demais por pouca diferença de pontos

Muitas pessoas mudam de banco ou aceitam custos maiores por 1 ponto extra por dólar.

Na prática, a diferença financeira costuma ser pequena:

  • R$ 5.000/mês → ganho extra de cerca de R$ 50 a R$ 70
  • R$ 10.000/mês → cerca de R$ 100

👉 Em muitos casos, não compensa pagar mais caro só por isso.


10. Jogar o jogo do banco e não o seu

Esse é o erro mais sofisticado.

Os bancos criam metas e níveis para incentivar comportamento:

  • mais gastos
  • antecipação de compras
  • contratação de serviços
  • manutenção de investimentos pouco vantajosos

O problema é que o benefício nem sempre compensa.

Exemplo prático:

Subir de categoria pode gerar apenas R$ 30 a R$ 50 mensais em valor real — enquanto o esforço financeiro é muito maior.

👉 Regra de ouro:

  • quanto você ganha
  • quanto você gasta
  • se existe forma mais barata de obter o mesmo benefício

Se não houver vantagem real, você está jogando contra si mesmo.


Conclusão

Acumular pontos não é sobre gastar mais, e sim sobre gastar melhor.

Os acumuladores mais eficientes focam em:

  • bons cartões
  • programas fortes
  • transferências bonificadas
  • controle de validade
  • estratégia de concentração

No fim, não vence quem acumula mais pontos — vence quem transforma cada ponto em mais viagens e mais valor real.


Tags

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