26 de março de 2026
18:06
Por: Marcelo Andrade (PTS), Rose Campos
Fotos: Divulgação
Evento realizado nesta terça-feira (24) marcou a abertura da edição deste ano, sendo que 12 projetos participam da iniciativa
As 12 startups selecionadas iniciaram as atividades no programa de pré-incubação da Hubiz, incubadora do Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS), nesta terça-feira (24). O evento Kickoff Programa Hubiz 2026 Pré-Incubação marcou a abertura da edição deste ano.
O encontro contou com a presença do diretor administrativo financeiro do PTS, Eduardo Marques, do coordenador de incubação da Hubiz, Diego Pucci, do analista de incubação André Cizino, da analista de negócios Mariana Moreira, do coordenador da Cadeia Produtiva Local (CPL) Metalmecânica, Flávio José Anequini, além de representantes das startups.
Os profissionais explicaram sobre o funcionamento do programa e o trabalho do Parque Tecnológico. Já os empreendedores realizaram pitches (apresentações curtas) sobre os seus negócios. Em seguida, todos conheceram as instalações do ecossistema de inovação.
Os projetos participantes foram escolhidos a partir de processo seletivo iniciado em 2025 e concluído em fevereiro deste ano. Ao todo, foram feitas 41 inscrições.
Primeira etapa do programa, a pré-incubação tem como foco a validação do modelo de negócio das startups. Nesse processo, o empreendedor aprofunda a compreensão do problema e da solução do projeto, realizando os primeiros testes diretamente com os usuários, antes do lançamento no mercado. Essa fase dura até 12 meses, podendo ser prorrogada por igual período.
Durante esse ciclo, os empreendedores têm direito a benefícios como ambiente virtual, trilhas formativas, eventos de inovação, mentorias, apoio tecnológico e mercadológico, acesso a ambientes do Parque Tecnológico, a exemplo de salas compartilhadas, coworking, laboratórios, dentre outros, além de contato com o ecossistema Hubiz/PTS.
O coordenador de incubação da Hubiz, Diego Pucci, aponta que a pré-incubação é um momento decisivo para transformar boas ideias em negócios viáveis. Segundo ele, essa etapa ajuda o empreendedor a ganhar clareza de objetivo e evitar erros comuns do início da jornada. “Mais do que acelerar, a pré-incubação organiza o caminho. É quando o empreendedor começa a entender, na prática, se a solução realmente faz sentido para o mercado, ajusta o rumo com base em dados e constrói bases mais sólidas para crescer. Nosso papel aqui é justamente reduzir incertezas e aumentar as chances de essas startups evoluírem de forma consistente.”
Para o diretor administrativo financeiro do Parque Tecnológico, Eduardo Marques, as startups desempenham um papel fundamental no fortalecimento e na evolução do ecossistema. As empresas emergentes seriam agentes essenciais de inovação, dinamismo econômico e desenvolvimento regional; por isso, iniciativas de incentivo ao trabalho delas são fundamentais. “Elas têm a capacidade de inovar com rapidez, trazem soluções tecnológicas disruptivas que contribuem para a modernização de diversos setores, ajudam a criar um ambiente vibrante, em que novas ideias são constantemente testadas, validadas e transformadas em produtos ou serviços de alto valor agregado. Startups são apostas capazes de transformar incerteza em impacto real.”
Vantagens do projeto
Fundada há dois anos e ainda em estágio inicial, a startup Smart Bee Solutions, que vende kits para apicultores e meliponicultores aprimorarem a criação de abelhas, é uma das novas integrantes da Hubiz. Segundo a sócia Sabrina Santos Gonçalves Bonfim, a pré-incubação contribuirá para a consolidação da empresa e o impulsionamento das vendas. “Já temos o pré-projeto; agora precisamos de direcionamento sobre como iniciar uma empresa, a fabricação dos produtos, como lidar com a parte financeira e como lançar nossos kits no mercado. A pré-incubação vai nos guiar em tudo isso e nos ajudar a alavancar o nosso negócio”, diz.
No mercado há um ano, a Vrumer, atuante na compra e venda de peças de desmanche, também conquistou uma vaga. De acordo com o chefe de operações, Bruno Reis Bergamini, o principal gargalo da empresa é a falta de parcerias estratégicas, por conta da limitação do mercado. Para ele, o apoio da Hubiz ajudará a resolver essa questão por meio das conexões para compartilhamento tecnológico e com a indústria, setor que a startup quer ter como cliente, e que são oferecidas pelo PTS. “Nós nos relacionamos diretamente com a economia circular justamente por tirarmos de circulação uma peça que seria descartada e a devolvermos para a cadeia produtiva. A relação entre frotistas e peças usadas vem crescendo, e as montadoras têm olhado para o desmonte por conta do crédito de carbono. Nesse cenário, a oportunidade oferecida pelo Parque é única”, ele destaca.
Ainda conforme Bergamini, a possibilidade de aceleração de soluções por meio de capital também é um diferencial importante, pois muitas empresas dependem de recursos financeiros para viabilizar seus projetos.


