Por MRNews
O mercado de cartões de alta renda no Brasil nunca esteve tão competitivo. Bancos digitais, fintechs globais e até instituições tradicionais vêm elevando o nível de benefícios, criando um cenário onde o cliente exigente não aceita mais “mais ou menos”. E é exatamente nesse contexto que entra o Itaú The One, um cartão que nasceu com status, promessa de exclusividade e uma proposta premium — mas que, na prática, começa a ficar para trás em pontos cruciais.
Nos últimos meses, testando diferentes cartões e comparando benefícios reais no dia a dia, ficou claro que não basta ter nome forte ou design sofisticado. O que pesa mesmo são os detalhes: acesso a salas VIP, pontuação agressiva, vantagens internacionais e, principalmente, custo-benefício do Itaú The One World Legend.
Um cartão que impressiona… até você comparar
O Itaú The One não é um cartão ruim — longe disso. Ele entrega:
- Acesso ilimitado ao LoungeKey
- Possibilidade de levar múltiplos convidados (em alguns casos até 12 ou mais)
- Estrutura sólida de um dos maiores bancos do país
- Status elevado dentro do portfólio do Itaú
Na teoria, isso parece suficiente para competir com qualquer cartão black ou ultra do mercado. Mas o problema começa quando você coloca lado a lado com concorrentes diretos.
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Hoje, cartões como sANTANDER UNLIMITED, BRB DUX, e até opções internacionais oferecem experiências mais completas, especialmente para quem viaja com frequência ou busca maximizar pontos.
O ponto fraco que poucos comentam
Existe um detalhe que passa despercebido por muita gente, mas que faz toda a diferença: a consistência dos benefícios fora do Brasil.
Enquanto outros cartões oferecem acesso mais amplo, integração com plataformas premium e benefícios globais mais robustos, o The One ainda parece “preso” a uma estrutura mais tradicional.
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Além disso, a pontuação, apesar de boa, já não impressiona tanto dentro do segmento de alta renda — principalmente considerando o nível de gasto exigido para justificar o cartão.
A promessa que pode mudar tudo… ou piorar
Nos bastidores, existe sempre aquela expectativa de evolução. Um upgrade, uma mudança de categoria, uma reformulação que coloque o cartão novamente no topo.
E aqui entra um ponto crucial: se esse cartão evoluir para um nível ainda mais exclusivo, ele também pode trazer mudanças estruturais — seja em custos, regras ou posicionamento — que o afastem ainda mais da proposta que hoje já gera dúvidas.
Por outro lado, se nada mudar, ele continua ficando para trás em relação à concorrência.
Ou seja, independente do caminho, a decisão acaba se tornando inevitável.
O veredito
Depois de analisar todos os pontos — uso real, comparação com concorrentes e expectativa de evolução — fica claro que o cenário não favorece a permanência.
E agora, direto ao ponto, sem rodeios:
👉 Vou cancelar por três motivos simples:
- Anuidade alta que já não se justifica
- Ausência de Dragon Pass
- Pontuação limitada (apenas 3 pontos por dólar no Brasil)**
No fim das contas, não é sobre o cartão ser ruim — é sobre ele não acompanhar mais o nível que o mercado exige hoje.


