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Viep explica diferença de casos notificados e confirmados no Boletim da Dengue – Prefeitura Municipal de Ubatuba

A Vigilância Epidemiológica de Ubatuba (Viep) esclarece os dados mais recentes relacionados aos casos de dengue no município, atualizados até 16 de março. O boletim oficial registra 723 casos notificados no período de janeiro até a referida data, número que corresponde a todas as suspeitas comunicadas aos serviços de saúde e que passam por investigação.

Do total de notificações, 291 casos foram confirmados, considerando os critérios laboratoriais e clínico-epidemiológicos. Outros 400 casos foram descartados após análise, sendo três por exame laboratorial e 397 por critério clínico-epidemiológico. Há ainda 32 casos em investigação, aguardando resultado de exames. O mês com o maior número de casos confirmados foi Janeiro, com 144 exames clínicos positivos.

A diferença entre casos notificados e confirmados faz parte do processo da Vigilância em Saúde, no qual toda suspeita é registrada e, posteriormente, classificada de acordo com os resultados obtidos. A interpretação isolada do número de notificações pode levar a conclusões incorretas sobre a situação epidemiológica, uma vez que nem todos os casos suspeitos se confirmam como dengue.

Os dados são parciais e sujeitos à atualização, conforme o andamento das investigações e a liberação de resultados laboratoriais. O município segue monitorando os registros e adotando as medidas necessárias de controle e assistência, como a chamada Sala de Comando: um encontro técnico e estratégico mensal, com diversos setores da administração pública, focado no combate às arboviroses (dengue, zika, chikungunya). O comitê mapeia casos, alinha ações de vigilância ambiental, controla vetores e organiza a assistência aos pacientes para agilizar o atendimento e prevenção.

A próxima reunião está agendada para quinta-feira, 19.

De acordo com a coordenadoria de Controle de Endemias, a prevenção continua sendo a principal forma de enfrentamento da dengue. A eliminação de recipientes que acumulam água parada, a manutenção de caixas d’água vedadas, a limpeza de calhas e o descarte adequado de resíduos são medidas essenciais para reduzir a proliferação do mosquito transmissor. A participação da população é fundamental para evitar novos casos e contribuir com a proteção coletiva.

 

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