O jornal Estado de Minas publicou nesta quarta-feira, 18, um ranking com as sete melhores praias do Brasil para quem quer aprender a surfar e a praia de Itamambuca, em Ubatuba, aparece na segunda colocação. De acordo com a publicação, embora o local receba campeonatos de surfe, o canto esquerdo da praia, próximo ao rio, apresenta condições adequadas para iniciantes, com ondas menores e bem formadas, além da presença de escolas que oferecem suporte à prática.
O levantamento reúne praias de diferentes regiões do país e destaca características como formação das ondas, segurança e infraestrutura para quem está começando no esporte. Nesse cenário, Ubatuba é citada ao lado de outros destinos consolidados, ficando a frente de cidades como São Sebastião, também no Litoral Norte, e a praia do Rosa, no Litoral Catarinense.
O surfe em Ubatuba vai além da classificação como “esporte”, funcionando como um vetor estratégico da economia local. Segundo o Ministério do Turismo, o segmento esportivo é hoje uma das vertentes que mais impulsionam o fluxo de visitantes no Brasil, criando um ecossistema que vai muito além das ondas.
O impacto é visível: grandes eventos, como as etapas da World Surf League (WSL), chegam a atrair centenas de pessoas e movimentar cifras na casa dos R$ 159 milhões – dependendo do nível do QS, aquecendo diretamente os setores de hotelaria, gastronomia e comércio.
“O esporte garante visibilidade e ainda combina saúde, qualidade de vida e entretenimento – questões que acabam diretamente atreladas à economia”, comemorou o Secretário de Turismo, Anderson paiva.
Tradição
A relação do município com a modalidade tem início em 1967, com a chegada dos irmãos Paulo e Ricardo Issa. Em 1972, foi criada a primeira associação local e realizado o primeiro Festival Brasileiro de Surfe, que teve edições até 1987. Em 1979, foi fundada a Associação Ubatuba de Surfe (AUS), que segue em atividade. A formação de novos praticantes também integra essa trajetória, com a criação, em abril de 1995, da escolinha municipal na Praia Grande, que atualmente conta com sedes na Praia Grande e no Perequê-Açu, atendendo cerca de 300 alunos.
Reconhecida como “Capital do Surfe”, Ubatuba mantém histórico de formação de atletas, como Filipe Toledo, e reúne praias com características variadas para a prática do esporte. Nos últimos anos, o município retomou a realização de competições. Em julho de 2025, a Praia de Itamambuca voltou a sediar a Taça Brasil de Surfe após um intervalo de dez anos.
Já para 2026, a expectativa é grande: o calendário prevê, inclusive em Itamambuca, uma etapa do circuito da World Surf League, com o Circuito Banco do Brasil de Surfe – Qualifying Series 4000, programado para ocorrer entre 30 de abril e 03 de maio, com disputas nas categorias masculina e feminina e pontuação válida para os rankings sul-americano e internacional e receberá, ainda, a realização da terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Surfe, organizada pela Confederação Brasileira de Surf, entre os dias 18 e 26 de julho.


