A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), em parceria com a Fundação Roberto Marinho, apresentou, nesta sexta-feira (13/3), o Ginásio Educacional Tecnológico Audiovisual (GET Audiovisual) na Escola Municipal Camilo Castelo Branco, no Jardim Botânico. A unidade passou por reforma e conta com mais de 1.100 m² dedicados à criação e experimentação no universo do audiovisual, reunindo mais de dez espaços makers integrados ao currículo escolar em tempo integral.
– Hoje é um dia muito especial para a educação carioca. O GET Audiovisual representa um marco para nossa cidade, que concentra boa parte da indústria audiovisual do Brasil. Aqui vamos formar alunos que serão os futuros profissionais que vão estar na frente e atrás das câmeras. O GET é o CIEP do século XXI, uma escola em tempo integral que tem o modelo de ensino mais inovador do país. É do alfinete ao foguete, pois o aluno aprende a usar desde uma máquina de costura até uma impressora 3D. E agora com o GET Audiovisual estamos dando um novo passo na inovação educacional – comemorou o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha.
Entre os novos ambientes, estão estúdios de gravação, sala de controle, espaço criativo, ateliê de produção, sala audiovisual para criação e edição digital, auditório com camarim e colaboratório maker.
– O GET Audiovisual é resultado de muitas conversas entre as equipes da Secretaria Municipal de Educação e da Fundação Roberto Marinho. Nossa maior preocupação é construir um modelo que seja valioso para o aluno no tempo em que ele estiver estudando, mas também no seu futuro. É uma proposta educacional inovadora que vai trabalhar com as mídias digitais e o audiovisual em favor da aprendizagem, da construção de conhecimento. É grande alegria para a Fundação Roberto Marinho fazer parte de um projeto como esse, porque entendemos o impacto que isso pode ter na vida de centenas de estudantes e de suas famílias – destacou o secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria.
O GET Audiovisual amplia o modelo dos Ginásios Educacionais Tecnológicos, reconhecido pelo Ministério da Educação como uma das melhores experiências inspiradoras de gestão e de projetos pedagógicos em ensino integral no país. A iniciativa consolida o Rio como Capital da Inovação e fortalece a educação digital e midiática na rede municipal.
A proposta pedagógica dos GETs integra a metodologia STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) ao universo do audiovisual. Os estudantes aprendem ao criar, filmar, programar, prototipar e narrar suas próprias ideias e histórias. O resultado é o desenvolvimento de raciocínio lógico, criatividade, autonomia e protagonismo por meio de experiências “mão na massa”.
O novo GET também se consolida como um espaço vivo de educação ambiental e investigação científica, incentivando a produção de narrativas sobre sustentabilidade, território e natureza. A iniciativa contribui para a redução da infrequência escolar e amplia o engajamento dos alunos ao oferecer uma visão concreta de futuro, com conhecimentos técnicos relevantes para o futuro ingresso no mercado de trabalho.
Os estudantes poderão desenvolver produções audiovisuais e projetos autorais, com participação em festivais e premiações, como o Festival LED, promovido pela TV Globo e pela Fundação Roberto Marinho, em articulação com o cinema, o teatro e a televisão. A formação dialoga diretamente com um mercado em expansão: o setor audiovisual vive um momento de crescimento no Brasil, impulsionado pelas plataformas de streaming e pela alta demanda por conteúdo. O estado do Rio de Janeiro concentra 46% das empresas do setor que participaram de pesquisa nacional, realizada pela Firjan, reforçando sua relevância e a necessidade de formação de novos profissionais.
Sobre a Fundação Roberto Marinho
A Fundação Roberto Marinho inova, há mais de 40 anos, em soluções de educação para não deixar ninguém para trás. A instituição desenvolve e implementa programas, metodologias, cursos e materiais educativos, priorizando o atendimento de pessoas e comunidades em vulnerabilidade social e econômica. Em suas iniciativas, promove uma cultura de educação encantadora, inclusiva e emancipatória, em diálogo permanente com a sociedade, além de desenvolver projetos voltados para a escolaridade básica e para o enfrentamento de desafios educacionais como distorção idade-série, evasão escolar e defasagem na aprendizagem.
A Fundação também realiza pesquisas sobre os cenários das juventudes brasileiras, cujos resultados contribuem para a formulação de políticas públicas, especialmente na educação. Entre suas prioridades estão o incentivo à pesquisa científica, a inclusão produtiva de jovens no mundo do trabalho e a valorização da diversidade, da equidade e da educação antirracista. Com o Canal Futura, promove em todo o país uma agenda de comunicação e mobilização social por meio de produções audiovisuais voltadas a educadores, jovens e suas famílias. Ao longo de sua trajetória, também atua na valorização do patrimônio cultural e na promoção do conhecimento científico, apoiando iniciativas como o Prêmio Jovem Cientista e reafirmando seu compromisso com a formação de novas gerações capazes de transformar a sociedade por meio do conhecimento.


