Clovis Tramontina é um dos alicerces dos 50 anos de história da ACBF. Visionário desde jovem, o empresário transformou a paixão pelo esporte em um projeto que moldou o futuro de Carlos Barbosa.
Foi a partir de conversas informais entre amigos, ainda em 1976, que surgiu a ideia de unir dois times locais e fundar uma equipe que carregasse o nome da cidade. Com forte senso de organização, disciplina e responsabilidade financeira, Clovis conduziu a ACBF a um padrão de gestão raro no esporte.
A cultura de respeito ao orçamento, a valorização dos patrocinadores e a determinação de nunca deixar de disputar competições foram princípios centrais defendidos por ele. Ao longo de 50 anos, esse modelo sustentou a perenidade do clube, mesmo em períodos de crise.
— Nós usamos uma cultura de fazer a coisa com disciplina, olhando sempre muito para o orçamento e valorizando muito as marcas que são patrocinadores, porque caso contrário você não tem o suporte para manter isso. É uma coisa importante — comentou Tramontina, que completou:
— Outro ponto fundamental é não parar de disputar. Pode ter crises, pode não ter crises, mas a nossa entidade tem 50 anos, e nesses 50 anos não deixou de disputar nenhuma competição.
Agora, ao ver o clube completar cinco décadas, Clovis volta a ocupar a presidência com o propósito de recolocar ACBF no topo dentro do cenário nacional e internacional. O empresário mantém o mesmo espírito inquieto que o levou, décadas atrás, a sonhar em ver seu time viajar de avião.
Para ele, a missão é clara: assegurar a continuidade do projeto e preparar os próximos 50 anos da ACBF.
— O primeiro legado é a continuidade, a perenidade. Eu acho que o fato de eu estar aqui novamente é para reforçar de continuarmos os próximos 50 anos — finalizou.
Clovis Tramontina tem sua trajetória marcada por uma troca constante de aprendizados entre o esporte e o mundo empresarial. O esporte também mudou sua visão sobre concorrência e a importância de se manter atualizado pelas mudanças de cada geração.
— Eu trouxe muitas lições da empresa para cá, como levei lições daqui para a empresa. A primeira delas é a “jovialização” da marca. Isso é uma das coisas que eu senti bastante, quando a Tramontina começa a patrocinar a ACBF. Eu senti os jovens estarem integrados com a marca Tramontina. Foi uma coisa que eu vivenciei muito — contou o presidente, que completou:
— O que o esporte leva para a empresa: antes da empresa, você tem o concorrente, você tem um concorrente quase como um inimigo. Eu tinha isso numa época. E o esporte me mostrou que não, é um adversário, e isso acabei levando para a empresa também. Nós somos parceiros, não somos inimigos.


